Reflexão sobre o Salmo 147: O Deus que Cura os Quebrantados de Coração
O Salmo 147 é um hino vibrante de louvor que nos convida a contemplar a grandeza de Deus em duas esferas aparentemente distintas, mas profundamente conectadas: Seu cuidado por Seu povo e Seu domínio sobre toda a criação. É um cântico que celebra a Deus como o construtor de cidades e o curador de corações, o contador de estrelas e o controlador do clima. A mensagem do Salmo 147 é um convite para louvarmos um Deus que é infinitamente poderoso e intimamente compassivo.
Bom é Cantar Louvores ao Nosso Deus
O salmo começa com uma exortação alegre: "Louvai ao Senhor, porque é bom cantar louvores ao nosso Deus; porque é agradável e fica bem o louvor". O louvor não é apenas um dever, mas uma atividade que traz prazer e é apropriada para o povo de Deus. E as razões para esse louvor são abundantes.
O Deus que Edifica Jerusalém e Cura os Feridos
O salmista celebra a Deus por Sua obra de restauração em Israel: "O Senhor edifica Jerusalém; congrega os dispersos de Israel". Ele é o Deus que reúne Seu povo, que restaura o que foi destruído. Mas Seu cuidado não é apenas nacional; é profundamente pessoal:
"Ele sara os quebrantados de coração e lhes ata as suas feridas". Esta é uma das promessas mais ternas da Bíblia. O Deus que reconstrói cidades é o mesmo que se inclina para curar as dores mais íntimas da alma. Ele não apenas vê o sofrimento, mas age para restaurar e consolar.
Ele Conta o Número das Estrelas e Conhece Seus Nomes
Do cuidado íntimo, o salmista eleva seus olhos para a vastidão do universo, revelando a grandeza e a sabedoria de Deus na criação: "Grande é o nosso Senhor, e de grande poder; o seu entendimento é infinito. Ele conta o número das estrelas, chama-as a todas pelos seus nomes".
O significado do Salmo 147 é que ele nos lembra que o Deus que conhece cada estrela pelo nome, que tem um poder e um entendimento infinitos, é o mesmo Deus que se importa com o nosso coração partido. Ele é o Deus que envia a neve como lã, espalha a geada como cinza e lança o Seu gelo em pedaços. Ele envia a Sua palavra e os derrete, faz soprar o vento e as águas correm. Ele tem controle absoluto sobre a natureza.
Em contraste com esse poder divino, o salmista afirma que Deus não se deleita na força do cavalo, nem se agrada da agilidade do homem. Sua alegria está nos que O temem e nos que esperam na Sua benignidade. A força humana é insignificante diante da Sua grandeza.
O salmo termina com um chamado para que Jerusalém louve ao Senhor, pois Ele fortaleceu os ferrolhos de suas portas, abençoou seus filhos, estabeleceu a paz em suas fronteiras e a farta com o melhor do trigo. Ele declara Sua palavra a Jacó, Seus estatutos e Seus juízos a Israel. Nenhuma outra nação teve esse privilégio.
O Salmo 147 é um convite para que nossa adoração seja tão abrangente quanto o próprio Deus. Que possamos hoje louvá-Lo por Sua capacidade de reconstruir o que está em ruínas, seja uma cidade ou um coração. Que possamos nos maravilhar com Sua sabedoria que conta as estrelas e com Sua compaixão que cura as feridas mais profundas. Que nossa esperança esteja Nele, o Deus que se agrada dos que O temem e esperam em Sua benignidade.