Reflexão sobre o Salmo 115: Nosso Deus Está nos Céus, Ele Faz Tudo o que Lhe Agrada
Em um mundo que constantemente nos tenta a colocar nossa confiança em coisas visíveis e tangíveis, o Salmo 115 nos chama a uma fé radical no Deus invisível, mas todo-poderoso. É um hino que expõe a futilidade da idolatria e celebra a soberania do Deus vivo, que está nos céus e faz tudo o que Lhe agrada. A mensagem do Salmo 115 é um convite para que o povo de Deus confie Nele e receba Suas bênçãos, em contraste com a cegueira e a impotência daqueles que confiam em ídolos.
"Onde Está o Vosso Deus?"
O salmo começa com uma oração pela glória de Deus, não pela glória de Israel: "Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua benignidade e da tua verdade". A razão para essa oração é a zombaria das nações: "Por que diriam as nações: Onde está o seu Deus?".
Essa pergunta é o ponto de partida para o salmista contrastar o Deus de Israel com os deuses das nações. A resposta é clara e direta: "O nosso Deus está nos céus; ele faz tudo o que lhe agrada". Nosso Deus não está limitado por nada; Ele é soberano e ativo em toda a criação.
Os Ídolos: Olhos que Não Veem, Ouvidos que Não Ouvem
Em contraste com o Deus vivo e soberano, o salmista descreve os ídolos das nações com um detalhe quase zombeteiro. Eles são feitos de "prata e ouro", obra das mãos humanas. E então, ele lista suas deficiências:
- "Têm boca, mas não falam."
- "Têm olhos, mas não veem."
- "Têm ouvidos, mas não ouvem."
- "Têm narizes, mas não cheiram."
- "Têm mãos, mas não apalpam."
- "Têm pés, mas não andam."
- "Nem som algum sai da sua garganta."
O significado do Salmo 115 é que ele expõe a total impotência e inutilidade dos ídolos. Eles são objetos inertes, incapazes de ver, ouvir, sentir ou agir. E a advertência é sombria: "Semelhantes a eles sejam os que os fazem, e todos os que neles confiam". Aqueles que confiam em coisas mortas se tornam espiritualmente mortos, cegos e surdos para a realidade de Deus.
Confiai no Senhor, Vós que o Temeis!
Diante da futilidade da idolatria, o salmista faz um chamado triplo à confiança no Senhor. Ele se dirige a:
- A Casa de Israel: "Casa de Israel, confia no Senhor; ele é o seu auxílio e o seu escudo."
- A Casa de Arão: "Casa de Arão, confia no Senhor; ele é o seu auxílio e o seu escudo."
- Vós que Temeis ao Senhor: "Vós que temeis ao Senhor, confiai no Senhor; ele é o seu auxílio e o seu escudo."
A promessa é clara: Deus é o "auxílio e escudo" para todos que Nele confiam. Ele "se lembrará de nós" e nos abençoará. Ele abençoará a casa de Israel, a casa de Arão e todos os que O temem, "tanto pequenos como grandes". A bênção de Deus é abrangente e inclusiva.
O salmo termina com uma declaração de esperança e louvor. Os mortos não podem louvar a Deus, mas os vivos sim. "Nós, porém, bendiremos ao Senhor, desde agora e para sempre. Louvai ao Senhor!".
O Salmo 115 é um convite para examinarmos onde está a nossa confiança. Estamos colocando nossa esperança em "ídolos" modernos — dinheiro, poder, beleza, sucesso, tecnologia — que, no fim, são tão impotentes quanto os de prata e ouro? Ou estamos confiando no Deus vivo, que está nos céus e faz tudo o que Lhe agrada? Que possamos hoje renovar nossa confiança Nele, pois Ele é o nosso auxílio e o nosso escudo, e Sua bênção é para todos os que O temem.